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Escolas brasileiras têm mais bullying do que a média internacional

A Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis 2018), desenvolvida pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apontou que 28% dos diretores de escola brasileiros já testemunharam a prática de bullying entre os alunos. O índice representa o dobro da média internacional. Ainda segundo o estudo, cerca de 10% das escolas no Brasil registraram situação de intimidação ou abuso verbal contra educadores, enquanto a média de outros países foi de 3%.




De acordo com uma das autoras da pesquisa, Karine Tremblay, o Brasil está entre os índices mais altos do mundo quando o assunto é a prática de atos violentos em ambiente escolar. Mas o país não está sozinho -- França e Bélgica também apresentaram taxas alarmantes de intimidação. Segundo ela, a grande incidência desses episódios no país pode ser relacionada à normalização da agressividade e à insuficiência de políticas públicas de combate ao bullying.


Tremblay também afirmou que o bullying nas escolas é responsável por piorar o processo de aprendizagem. "Claramente, se os estudantes não se sentem seguros em sua própria escola, não há condições para aprender. É preciso informar diretores de que isso é um problema sério que afeta o bem-estar e o aprendizado dos alunos e realizar campanhas de conscientização para estimular vítimas e testemunhas a relatar os casos", disse em entrevista à BBC.


Além de constatar que as escolas brasileiras são ambiente propício à violência entre os estudantes, a pesquisa também mostrou que os professores dedicam menos tempo de sala de aula ao processo de aprendizagem, passando apenas 67% do total das aulas ensinando a matéria ou tirando dúvidas. O restante do tempo é gasto com atividades administrativas ou disciplinares, como a chamada e a manutenção de ordem na classe, respectivamente. Nesse quesito, o Brasil só apresentou melhor resultado do que a África do Sul e a Arábia Saudita.


O profissional de educação no Brasil

O levantamento, divulgado em 2019, consultou 250 mil professores e demais profissionais da educação -- incluindo os que cursaram faculdade de pedagogia, psicologia e artes cênicas -- em 48 países e regiões. No Brasil, foram entrevistados 2.447 professores da educação básica e 184 diretores de escolas. A média de idade dos profissionais brasileiros é de 42 anos para professores e de 46 para diretores. A carreira é majoritariamente formada por mulheres, que representam 69% do contingente de professores e 77% do total de diretores.


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